Plantão psicológico na escola: a contribuição de um espaço para o crescimento do aluno como pessoa

Rumena Cruz Lages

(texto de power point)

Pontifícia Universidade Católica de Minas GeraisUnidade São Gabriel

Orientadores: Paulo Pacheco/ Raquel dos Santos

Belo Horizonte

2005

Introdução

“O que me fez pensar no assunto?”

Estágio Supervisionado – Plantão Psicológico na Escola

Projeto realizado na Escola Estadual Professor José Antônio Ribeiro Filho em 2003.

Retorno à escola – Qual a contribuição do Plantão Psicológico para os alunos?

Idéia – O papel da Psicologia na escola deve ser diversificado.

Diálogo entre prática e teoria – Estudos realizados por Miguel Mahfoud (1999) e Márcia Alves Tassinari (1999).

Introdução

Fundamentação

Abordagem Centrada na Pessoa – Desenvolvida por Carl Ransom Rogers e seu colaboradores a partir de 1940.

O Plantão Psicológico é uma modalidade do Aconselhamento Psicológico Centrado na Pessoa.

Definição

Serviço que objetiva a promoção da saúde, por facilitar uma maior compreensão da pessoa e da situação que ela apresenta de imediato, ou seja, no aqui e agora (TASSINARI, 1999).

Introdução

Plantão Psicológico na Escola

Espaço onde o aluno possa buscar auxílio para rever, repensar e refletir suas questões pessoais de forma espontânea.

Privilegia o aluno como pessoa, em vez de reduzi-lo a um indivíduo que somente vai à escola para estudar.

Suporte à Psicologia Escolar – Trabalho complementar para o desenvolvimento das camadas inseridas no contexto escolar.

Objetivos

Objetivo Geral

Analisar a contribuição que o Plantão Psicológico na escola pode oferecer aos alunos.

Objetivos

Objetivos Específicos

Observar se o Plantão Psicológico em uma instituição educacional facilita o processo de crescimento e tendência à atualização dos alunos.

Analisar a eficiência do Plantão Psicológico na escola como um espaço de aconselhamento psicológico.

Analisar o Plantão Psicológico na escola a partir das noções básicas que regem a Abordagem Centrada na Pessoa.

Metodologia

Método: Fenomenológico

A redução fenomenológica consiste em retornar ao mundo da vida, tal qual aparece antes de qualquer alteração produzida por sistemas filosóficos, teorias científicas ou preconceitos do sujeito; retornar a experiência vivida e sobre ela fazer uma profunda reflexão que permita chegar à essência do conhecimento, ou ao modo como este se constitui no próprio existir humano (FORGHIERI, 2001, p.59).

Atingir a essência do próprio conhecimento através da investigação do sentido ou significado da experiência vivida pelos sujeitos em uma determinada situação de sua existência cotidiana.

Metodologia

Perspectiva fenomenológica

Envolvimento existencial do pesquisador – Compreender e investigar a experiência do outro, sem negar sua subjetividade ao acessar a dimensão singular do sujeito.

Metodologia

Escolha dos sujeitos

Alunos de 5ª a 8ª séries (manhã) da E. E. Profº José Antônio Ribeiro Filho localizada no Bairro São Gabriel, BH/MG.

Amostra: Quatro entrevistas

Coleta de dados

Realizada em duas fases. São elas:

1ª)Atendimento no Plantão Psicológico;

2ª)Aplicação de entrevista pós-atendimento.

Metodologia

Análise de dados

Categorias de Análise:

Procura – Informações relacionadas ao Plantão Psicológico na escola. “Um lugar para falar de coisas que não poderia falar com os pais, amigos ou professores”.

Ajuda – Sentimentos experienciados pelo sujeito e expectativas em relação ao atendimento. “Estou me sentindo aliviado, me sentindo muito bem”.

Encontro – Opiniões e valores acerca do Plantão Psicológico na escola. “Um espaço para desabafar, um lugar de ajuda”.

Resultados

“O que eu encontrei?”

Contribuição: Ajuda na compreensão das questões apresentadas pelos alunos e, consequente, auto-expressão que leva ao amadurecimento dos mesmos.

Dificuldade inicial: Expressão dos sentimentos experienciados antes de procurar o plantão.

Facilidade: Expressão das necessidades – Ajuda/Lugar para desabafar.

Resultados

“O que eu encontrei?”

Ocorrência de expressão dos sentimentos experienciados no plantão ao longo dos atendimentos e das entrevistas pós-atendimento – Auto-desenvolvimento.

Vivência das noções básicas (consideração positiva incondicional, compreensão empática, congruência, tendência atualizante e liberdade experiencial) que regem o Plantão Psicológico fundamentado na Abordagem Centrada na Pessoa.

Eficácia do Plantão Psicológico: Outra possibilidade de atuação do psicólogo no âmbito escolar (Aconselhamento Psicológico).

Considerações Finais

Premissas básicas

O Plantão Psicológico somente acontece se o sujeito procura por ele. O sujeito procura pelo plantão orientado pela procura de si mesmo.

Ajudar as pessoas que procuram auxílio psicológico a desenvolver capacidades de ampliar o controle sobre si e aperfeiçoar seu bem estar.

“O plantão pode contribuir em muitas coisas, pode ajudar, dar tranquilidade para fazer as coisas certas”.

Referências Bibliográficas

AMATUZZI, Mauro Martins. O que é ouvir. Estudos de Psicologia, n. 2, Agosto/Dezembro/1990, PUCCAMP.

CUNHA, Beatriz Belluzzo Brando et al. Psicologia na escola: um pouco de história e algumas histórias. São Paulo: Arte & Ciência, 1997.

FORGHIERI, Yolanda Cintrão. Psicologia Fenomenológica: fundamentos, método e pesquisas. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2001.

GOMES, William B. (Org.). Fenomenologia e pesquisa em psicologia. Porto Alegre: Ed. UFRGS, 1998.

JORDÃO, Marina Pacheco. Reflexões de um terapeuta sobre as atitudes básicas na relação terapeuta-cliente. In: ROSENBERG, Rachel Lea (Org.). Aconselhamento psicológico centrado na pessoa. São Paulo: EPU, 1987.

Referências Bibliográficas

MAHFOUD, Miguel. A vivência de um desafio: plantão psicológico. In: ROSENBERG, Rachel Lea (org.). Aconselhamento psicológico centrado na pessoa. São Paulo: EPU, 1987.

MAHFOUD, Miguel (Org.). Plantão psicológico: novos horizontes. São Paulo: Companhia Ilimitada, 1999.

MARÇOLLA, Bernardo Andrade. Introdução à pesquisa fenomenológica: uma experiência de estágio em psicologia. Cadernos de Psicologia. Belo Horizonte, v. 6, n. 9, p. 33-38, dez. 1999.

MASINI, Elcie Fortes Salzano. Ação da psicologia na escola. 1978.

MIRANDA, Clara Feldman de; MIRANDA, Márcio Lúcio de. Construindo a relação de ajuda. 13 ed. Belo Horizonte: Crescer, 2002.

Referências Bibliográficas

MORATO, Henriette Tognetti Penha. (Org.). Aconselhamento psicológico centrado na pessoa: novos desafios. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999.

POKLADEK, Danuta D. Atitude fenomenológica do psicólogo escolar: relato do seu cotidiano. In: CASTRO, Dagmar Silva Pinto de. Fenomenologia e análise do existir. São Bernardo do Campo: Universidade Metodista de São Paulo, 2000.

ROGERS, Carl R. Terapia centrada no paciente. São Paulo: Martins Fontes, 1951.

ROGERS, Carl R.; ROSENBERG, Rachel Lea. A pessoa como centro. São Paulo: EPU, 1977.

ROGERS, Carl R.; KINGET, G. M. Psicoterapia e relações humanas. Minas Gerais: Interlivros, 1977.

Referências Bibliográficas

ROGERS, Carl R.; STEVENS, Barry. De pessoa para pessoa. São Paulo: Editora Pioneira, 1978.

ROGERS, Carl R. Tornar-se pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 1985.

ROSENBERG, Rachel Lea. Terapia para agora. In: ROGERS, Carl R. & ROSENBERG, Rachel Lea. A pessoa como centro. São Paulo: EPU, 1977.

ROSENBERG, Rachel Lea (Org.). Aconselhamento psicológico centrado na pessoa. São Paulo: EPU, 1987.

ROSENTHAL, Raquel Wrona. Plantão de Psicólogos no Instituto Sedes Sapientie: uma proposta de atendimento aberto à comunidade. In: Mahfoud, Miguel. Plantão Psicológico: novos horizontes. São Paulo: Companhia Ilimitada, 1999.

Referências Bibliográficas

TASSINARI, Márcia Alves. Plantão psicológico centrado na pessoa como promoção da saúde no contexto escolar. 1999.149p. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Psicologia, Rio de Janeiro.

YAZLLE, Elizabeth Gelli. Atuação do psicólogo escolar: alguns dados históricos. In: CUNHA, Beatriz Belluzzo Brando. Psicologia na escola: um pouco de história e algumas histórias. São Paulo: Arte & Ciência, 1997.

Apresentado no VI Fórum Brasileiro da Abordagem Centrada na Pessoa – Canela RS – 9 a 15/10/2005