A EXPERIÊNCIA DO PROCESSO TERAPÊUTICO

Elizabeth Freire e Luciene Geiger

• A terapeuta me fez ver

“Eu acho que um pouco assim esse sentimento também de que… até a Lu me fez ver, como se eu: ‘mas eu tenho capacidade de fazer isso’, então, eu acho que eu posso fazer isso também, né?”

“Eu percebo, em sempre que ela me diz, às vezes, me dá toques de palavra, um toque que ela me diz, eu me capto, sabe, que nem falando desse relacionamento que eu tenho, eu percebi que eu não tinha notado que eu tinha raiva dele muitas vezes, e ela falou uma frase, mas é raiva que eu sinto do camarada, né? Às vezes, não é sempre, né? E… outras coisas que pela pergunta que ela me fez, ela me fez: ‘ah! Mas é isso mesmo, como é que pode, né?’… e eu não tinha… dá aqueles estalinhos.”

“Na realidade, sempre que ela me interrompeu, me fez pensar, me fez… é como se caísse a ficha mesmo, em cima de medos, de ansiedades.”

“Eu, muitas vezes eu senti dicas que ela, no perguntar ou no dizer: ‘é isso o que você sente?’, às vezes eu me dava conta das coisas que eu estava precisando também”.

“E mesmo nas coisas que ela me perguntava, às vezes me fazia refletir em casa… de coisas que eu tinha dito, mas que eu não tinha parado para pensar… eu acho que foi muito legal nesse aspecto.”

“Coisas que eu não tinha percebido o que que era, que tipo de sentimento era, e de repente, com a pergunta que ela me fazia, de coisas que eu tinha dito, eu me dava conta, ‘mas é mesmo, é isso aí, né?’. Então, às vezes, até nem aqui, mas depois, voltando atrás, ou no momento aqui também, às vezes me dava conta, né?”

“Teve momentos que eu sentia raiva, que eu tava triste, assim, e que eu não tinha me percebido, me apercebido disso… que eu tava sentindo aquele tipo de sentimento…”.

• O fato de eu falar vai clareando

“O fato de eu falar também pra ela vai clareando, parece que eu me ouvindo junto… com alguém ouvindo junto, né?”

“Eu acho que me fez bem falar sobre isso, porque eu acho que eu nunca falei pra ninguém… então acho que isso me… me ajudou bastante… porque eu não me senti frustrada no final, dela não ter me dado uma resposta pronta…”

“Acho que dentro da gente parece que a gente elabora quando a gente fala, se ouve falar, né?”

“Falando, assim parecia que ia clareando as coisas pra mim’

• Eu deixo ela falar pouco

“Eu deixo ela falar pouco também! Viu que metida que eu sou! Coitadinha da Lu…”

“Eu não deixei ela concluir, né?”

“Eu deveria ter aproveitado mais e ter escutado mais algumas coisas”.

“Eu atropelo, eu acho que eu sou assim meio ao natural… mas é… mas é isso… eu acho que eu captei o que ela queria me dizer.”

“Mas é impaciência minha, também um pouquinho, né?”

“Eu me sinto muito compreendida por ela… talvez foi essa a facilidade de eu atropelar um pouquinho, de antecipar o que ela ia me dizer, talvez”

“Eu entendo bem o que ela quer me dizer (…) porque realmente parece que eu capto o que ela vai me dizer, e parece que eu não tenho muita paciência de ficar ouvindo, mas não é falta de paciência, é como se eu chegasse ali aonde ela quer me colocar”.

“Mas talvez se eu tivesse feito mais silêncio, ela pudesse ter me colocado mais coisas que eu achei que ela não amarrou ou que eu quisesse mais coisas, mas eu acho que eu me afobei, eu falei demais, eu percebi também nas fitas… mas muitas vezes é como se eu tivesse… captar o que ela ia me dizer, muitas vezes, eu acho que eu senti… eu acho que ela até disse coisas, poucas coisas ela dizia, mas que eu percebia que era exatamente isso o que eu tava pensando, o que eu tava querendo que ela dissesse… que tava indo no caminho certo..”

• Eu sentia que ela estava me compreendendo

“Ela entendeu o que eu quis dizer”

“Ela é super, ela é super assim, ela se concentra muito, muito… eu percebo assim que ela não deixa passar nada”.

“Acho que o fato dela também me acompanhar, aquela compreensão dela”.

“Ela sempre vai pelo caminho que eu estou indo… junto…’

“Eu sentia que ela estava me compreendendo, eu sentia que ela estava me entendendo”.

“Quando ela começou assim, eu também comecei a deixar fluir as coisas, comecei a me sentir mais compreendida e até, sabe, caiu a ficha em algumas coisas.”

• Alguns momentos eu gostaria que ela me dissesse alguma coisa mais **

“Assim, a única coisa que eu achei em todas essas sessões dela, eu acho assim, que às vezes eu teria vontade que ela me dissesse: Não, agora M., quem sabe tu vai nessa direção…”

“Eu queria que ela descobrisse porque que eu tenho tanto medo da água, porque conversando com ela, dizendo, repetindo, parece que eu estou o tempo todo repetindo, é como se ela viesse com uma luz, não é bem assim, né? Eu sei que não é…”

“Eu gostaria às vezes que no final (…) tem momentos em que eu acho que se ela tentasse amarrar comigo um pouco alguma coisa que ficou… se no final a gente pegasse e juntasse as coisas e me fizesse, nós duas juntas refletindo sobre os pontos… não sei também como de que forma poderia ser isso… até que ela especificasse: ‘olha, hoje você me colocou isso, você me colocou aquilo…’. No final de tudo, às vezes eu sentia um pouquinho que poderia. (…) teve alguma sessão que talvez eu também não tivesse conseguido me soltar muito e sentisse essa necessidade, mas eu acho que em alguns momentos eu senti assim que no final poderia termos comentado alguns pontos que ficaram assim mais claros pra ela, mais obscuros pra mim, ficar em cima de alguma coisa que ela tivesse percebido também.”

“Alguns momentos que eu gostaria dela ter me dito assim, sei lá, a vontade que ela me dissesse alguma coisa mais, mas ela se deteve aos meus sentimentos”.

“Tinha momentos que eu queria que ela dissesse: ‘ah, M., acho que esse caminho tá melhor do que esse, sabe?’. Eu acho que eu senti um pouco dessa necessidade… até que ela retomasse comigo alguma coisa, assim, no final, me pareceu assim algumas vezes… tentar marcar um pouquinho daquilo que eu tinha falado, que nós tínhamos falado, talvez voltar um pouquinho em algumas coisas”.

“Em alguns momentos que eu me senti um pouquinho solta… ela, por ela ser um pouquinho tímida também, né, e por eu ser meia de atropelar as coisas…”

“Não sei se eu gosto porque eu entendo a forma que vocês estão agindo, porque eu não sei se, se eu não tivesse essa informação, se eu acharia legal o fato da terapeuta falar pouco, não dar opinião, se eu não conhecesse o sistema, se eu também gostaria, ou se eu não ficaria naquela expectativa”.

“(…) em horas que até você quer [conselhos]! Mesmo eu sabendo da técnica, mas alguma coisa, aquele referendar do que você tá dizendo, sabe”.

“É, [eu quero] uma confirmação, mas aí tu vê até pelo modo de olhar da pessoa, se dá algum respaldo ou não”.

• E aí começo a falar e não páro **

“Ás vezes eu chego aqui e parece que eu não vou falar nada e aí começo a falar e não páro, né? Então, isso também, uma coisa parece que puxa a outra e vai indo…”

“Parecia que era besteira, que eu não ia falar nada naquele dia, e no fim vinha um monte de coisas…”

“Do falar e do trazer as coisas, eu acho que meio um pouco do inconsciente que vem vindo assim, vem vindo à tona sem perceber também, que foi clareando… fluindo coisas que a gente às vezes, eu nem pensava em falar quando dizia: ‘ai, hoje Luciene, acho que não vou falar nada, não tenho nada, e de repente eu começava a falar e despencava, as coisas vinham vindo, como se uma coisa puxasse a outra, né?”.

“Não me programo, o dia da terapia não é um dia que eu fico ansiosa, só me lembro da hora, e aí pra variar não me programo, às vezes não sei o que dizer, não sei o que abordar, mas depois eu vou. Mas assim, tranqüilo”.

• Eu acabo fazendo todo um ‘devolteio’ pra depois entrar no assunto

“É, eu não consigo aceitar (…) acho muito chato ficar toda hora repetindo, parece aquelas novelas mexicanas, mas quando tá me incomodando, eu acho que no fundo eu acabo fazendo todo um ‘devolteio’ pra depois entrar no assunto, por mais que eu não queira, que ache bobagem, tá ali, tá incomodando, aí eu dou um jeitinho de falar sobre isso. E isso.”

“A terapia tava me ajudando a pensar um pouco em mim, nas minhas coisas, e de falar coisas que a gente sempre acha supérfluo (…) e vai deixando, e na terapia você quase que se obriga, tem quase uma hora, e aí começa: ‘que que eu vou falar?’, principalmente quando você quer fugir do problema (risos). E na verdade a gente pensa que tá fugindo, mas você sempre tá em volta. No fundo ele tá ali do lado, só esperando (risos).”

“Na verdade, eu tô querendo fazer esse paralelo, porque na verdade é o que me incomoda, é o meu emocional que tá me incomodando, lógico. (…) realmente o que eu queria dizer era isso.(…) mas eu acho que no meu inconsciente eu queria na verdade fazer uma associação. “

“Eu percebo que a gente floreia um pouco.”

• Me senti bem à vontade

“Eu me senti bem à vontade com a Lu também, né? Me senti… ela te deixa à vontade, eu acho que é o fato de ela estar sempre tentando me compreender, isso é bom, né? Quem que não gosta de ser ouvido, de ser escutado com carinho? E ela é esse tipo de pessoa assim, né, que te deixa à vontade…

“No geral, eu me senti bem falando, me senti muito à vontade”

“A acolhida da terapeuta, o modo dela se comportar, o sentimento de amizade, de bem estar, ajudou.”

“Eu me sinto respeitada e acolhida pela terapeuta, me sinto bem…”

• Me senti um pouquinho com vergonha

“No começo, as primeiras, eu fiquei um pouquinho assim: ‘mas é tão jovenzinha, como é que eu vou falar dos meus disparates, ali…’, mas foi só no primeiro momento, que depois eu me senti bem…”

“Algumas coisinhas eu acho que até um pouco eu me inibo, assim, se eu fosse falar de minhas coisas íntimas com ela, eu acho que acharia ela jovem, não iria ter coragem de…”

“Desse relacionamento eu achei que alguma coisa eu fiquei um pouquinho com vergonha de colocar pra ela, mas também foi só.’

“Eu não lembro precisamente, acho que foi a primeira mais que eu me senti constrangida.”

“Claro que, às vezes eu fico pensando: ‘bá, mas é a minha filha que tá aí, é mais nova que a minha filha’, mas agora já superei, não tenho mais essa dificuldade, não”.

“Às vezes eu fico um pouco constrangida, mas eu sei que é um problema meu, de achar que o que eu tô falando não tem importância, mas ao mesmo tempo meu intelecto vem: ‘não, mas é por aí mesmo’.”

• Eu evitei falar

“Eu falo, mas eu percebo que eu não falo tudo. Tem coisas que eu percebo que eu não falo porque: ‘bá, que que ela vai pensar de mim?’ ”.

“É, evitei falar, mas não foi o tempo todo, mas assim, tem coisas que eu não falaria, não por ela, aquelas coisas que, sei lá. Mas não vejo assim o que que eu escondo, mas há momentos em que eu não gostaria de passar uma imagem de futilidade.”

“E ao mesmo tempo sei que tô errada, que deveria aproveitar mais o tempo, sabe, mas fica difícil, às vezes pelo tempo. É, também tem isso na terapia. Quando começa a entrar, já tá na hora de acabar, no finalzinho”.

“Eu não queria ficar falando sobre esse meu [relacionamento], eu acho muito chato ficar falando ‘ai, eu tenho um amor, e não dá certo’. Eu acho muito dramalhão falar sobre isso.”

• Às vezes eu saía daqui pensando…

“Naquele momento às vezes eu não fico bem, mas depois eu elaborando, pensando nas coisas, as coisas vinham também, de eu ter contado, dela ter me escutado, o que eu tinha falado, às vezes eu saía daqui pensando também coisas…”

• O que que eu vou falar hoje?

“Na verdade, eu pensei: ‘puxa, que que eu vou falar hoje?’ antes de subir.”

“Porque eu já subi pensando em falar sobre isso, meus medos, a infância, mas eu acho que no meu inconsciente eu queria na verdade fazer uma associação”.

“Porque eu vinha com uma idéia do que que eu tinha que falar”

• Não me deu vontade de falar sobre isso

MM: nossa! Consegui fazer silêncio?

P: Tu lembra como é que foi pra ti? Tu lembra desse momento, em que ela falou e tu ficou em silêncio… como é que foi pra ti?

MM: Eu fiquei pensando… fiquei pensando no que ela tinha me dito, né? (…)

P: E tu saberia dizer por que que você pensou e não falou?

MM: (…) eu acho que assim, na hora que ela falou me veio isso, mas também não me deu assim vontade de falar sobre isso… (…) porque eu acho que foi eu que teria chegado a essa conclusão, eu, sabe? Mas ela me fez ver isso, e aí eu fiquei pensando em cima disso…

P: Como se não fosse necessário estar falando isso pra ela, bastou tu ter pensado pra ti, era suficiente?

MM: Sim, sim! Isso, eu me senti bem com isso, cheguei à conclusão e deu, ali, fiquei legal…

P: não sentiu a obrigação de estar falando pra ela…

MM: Não, de falar sobre isso porque eu acho que eu já falei muito sobre isso também em outras sessões, né?”

A EXPERIÊNCIA DA MUDANÇA TERAPÊUTICA

• Eu me sinto mais leve

“Eu sempre me sinto super aliviada quando eu saio daqui.”

“Eu me sinto sempre mais leve”

“Então eu busquei coisas que eu não sabia, eu acho que vieram lá, que foram fluindo, e eu acho que me deixou mais solta, mais leve, mais confiante, com certeza…”

• Eu tô mais calma

“Que que eu consegui? Ah, a ansiedade, eu tô mais calma, né, ser um pouco mais paciente.”

“Eu acho que eu tô mais calma, que quando a gente tá dentro da tormenta, do problema, a gente fica meio perdido na neblina, e isso te causa uma ansiedade, me causava uma ansiedade muito grande, então acho que tô mais calma…”

• As pecinhas foram sendo colocadas nos seus lugares **

“Eu acho que foi clareando, é como se o quebra-cabeça fosse tomando… as pecinhas fossem sendo colocadas nos seus lugares…”

“Parece que coisas foram também entrando nos seus devidos lugares.”

“Várias coisas se encaminharam. (…) não quer dizer que eu já esteja bem, mas já me ajudou bastante a adquirir esse equilíbrio…”

• Consegui me sentir bem mais forte

“Eu ainda tenho inseguranças em algumas coisas, mas realmente eu já estou superando muita coisa, da auto-estima, assim de não me sentir discriminada em alguns momentos, né, da minha vida que eu às vezes eu deixava… coisas virem a … me fazer sentir desconfiada das coisas, isso eu acho que, durante esse tempo todo me ajudou bastante…”

“Essa coisa de desconfiança eu acho que eu melhorei muito na terapia, que eu comecei a me dar conta: ‘poxa, mas eu tenho meu valor’, de falar pra Lu e dela retornar pra mim em algumas palavras que eu posso, sim, dizer, e não ter medo de coisas”.

“Além dos medos eu tenho desconfianças, tinha algumas desconfianças, isso me fez muito bem, que eu não tô nem aí pras desconfianças dos outros agora… eu acho que eu já tinha melhorado em algum aspecto, mas eu acho que isso solidificou mais, essa parte da confiança”.

“Essa coisa da confiança, acho que me deu muita força, consegui me sentir bem mais forte…”.

“Foi um amadurecimento”.

• Me ajudou em sentir

“Ela até me ajudou em sentir, duas coisas que ela me disse, bah, que foram super assim: da raiva, que realmente, eu percebi, pô, mas eu não tinha percebido que eu estava com raiva e outra que eu não conhecia essa pessoa, como eu não conheço até hoje direito porque é uma pessoa diferente de mim, eu acho que até hoje eu conheço mais”.

• Me ajudou a pensar em mim

“A terapia tava me ajudando, a fazer essa retrospectiva, de pensar um pouco em mim, nas minhas coisas…”.

“[Comecei a] dar mais importância aos meus problemas, porque eu sempre achava que os meus problemas não são importantes, que tem coisas muito mais sérias, e vou empurrando com a barriga, que eu acho que nunca são tão importantes quanto só dos outros”.

• Fui me sentindo mais forte em dizer não

“Aquele sentimento do ser boazinha, daquela coisa muito trabalhada na vida da gente de não saber dizer não a muitas coisas, isso que acho que falando eu fui me sentindo mais forte em poder dizer não, em tomar atitudes”.

“Mas eu percebo que também tem horas que a gente tem que saber dizer não… (P: aconteceu, depois da terapia, situações de tu ter conseguido dizer não?) sim, sim, até de eu me posicionar melhor, dizer ‘não, não é bem isso’, não é estar em cima do muro, a minha opinião é essa, essa, essa, de saber me reforçar nessa parte, e não ficar na dúvida. (P: essa foi um mudança que aconteceu contigo?) sim, eu acho que isso me clareou… numa outra terapia que eu tinha feito me ajudou nisso, mas eu ainda me sentia insegura em relação, agora eu acho que isso me ajudou bastante”.

• Acho que tem coisas ainda que eu tenho que trabalhar

“Acho que tem coisas ainda que eu tenho que trabalhar”.

“Eu até disse pra Lu que eu volto mais tarde, eu queria dar uma parada de um mês agora e depois eu volto ainda pra poder trabalhar essa parte”.

“Eu acho que ainda teria que trabalhar melhor algumas coisinhas”.

“Algumas coisas assim foram como se conclusivas, outras ficaram também a ser trabalhadas”.

“Mais organizada, eu ainda estou a caminho. (…) É verdade que eu já melhorei, tô começando a me organizar mais, mas eu ainda não vejo os resultados que eu queria, né” .

• Quero mudar, mas não mudei

“Tenho iniciativa, tomo decisões, mas depois não sigo em frente, entendeu? Quero que as coisas aconteçam como que por milagre. Então isso aí, eu sei que tem que, né, mas não fiz nada em cima disso, só tenho falado até agora, quero mudar, mas não mudei”.

“Eu acho que eu ainda não cheguei, não tive um insight, ainda tô nas bordas, ainda não cheguei no âmago da questão, não consegui ainda definir realmente o que que me incomoda e me atrapalha pra que eu consiga atingir”.

“Eu acho que é o meu ritmo, o ritmo de cada um mesmo. Acho que, como sou eu que me organizo o que que vou falar, dizer, então tô meio que indo devagar assim, não tenho pressa…”

“Eu acho que até percebo uma mudança, mas pra variar não tô dando valor, eu acho que estou mais organizada, mas ainda não tô valorizando essa mudança”.

Apresentado no XI ENCONTRO LATINO-AMERICANO DA ACP – Socorro – Brasil – Out/2002