Carl Gustav Jung (1875-1961): prenunciador do humanismo em psicologia Irmão Henrique Justo

Ir. Justo

Percorrendo obras de Jung, o leitor fica surpreso ante o elevado número de conceitos centrais da linha humanista em psicologia/psicoterapia, especialmente da visão rogeriana, encontradiços nesse autor, ex-colega de Sigmundo Freud (1856-1939). Eis certo número de tópicos, com citações textuais de Jung, pois as paráfrases lhe tirariam, certamente, ao menos parte do vigor e da credibilidade. – Não passa de esboço; talvez, alguém tome esse tópico como tema de amplo artigo, dissertação de mestrado, quiçá tese de doutorado…

1. Holismo. „O professor (…) também deve influir sobre as crianças em favor de sua personalidade total“ (l991a, p. 59). – „Como o sonho provém do homem como um todo, aquele que tenta interpretá-lo deve atingi-lo na totalidade de sua pessoa humana“ (Id., p. 112). – „Não há processo psíquicos isolados, assim como não existem processos vitais isolados“ (1950, p. 193). – „… todo processo psicoterapêutico (…) irrompe num conjunto“ (1950, p. 314).

2. Centrado na pessoa. „… devemos fazer com que a própria alma da pessoa venha a falar, a fim de que esta compreenda, a partir de seu próprio íntimo, qual é a sua situação verdadeira“ (1991a, p. 66).- „… o paciente precisa alcançar uma segurança de julgamento que lhe garanta a possibilidade de agir segundo sua própria visão e não a partir de imitação em função de uma convenção coletiva…“ (1991a, p. 25).

– „…cada paciente devia ser encorajado a encontrar seu caminho e que o papel do terapeuta consistia mais em facilitar do que em prescrever“ (Clarke, p. 211). – „… devemos fazer com que a própria alma da pessoa venha a falar, a fim de que esta compreenda, a partir de seu próprio íntimo, qual é a sua situação verdadeira“ (P. 66).-

– „… o paciente precisa alcançar uma segurança de julgamento que lhe garanta a possibilidade de agir segundo sua própria visão e não a

partir de imitação em função de uma convenção coletiva…“ (P. 25).

„… a personalidade jamais poderá se desenvolvers se a pessoa não escolher seu próprio caminho de maneira consciente e por decisão consciente e moral „ (P. 179).- „Fidelidade à sua própria lei“ (Ib.) – „Na mesma medida em que alguém se torna infiel à sua própria lei e deixa de tornar-se personalidade, perde também o sentido de sua própria vida“ (1991a, p. 189). – „Ao lidarmos com a alma humana, somente nos acercaremos dela se passarmos para o ‚chão‘ que lhe é próprio.“ (1991a, p. 44).

– HUMILDADE: „… tenho a convicção de que o médico não conhece necessariamente melhor do que o paricente a própria condição psíquica“ (1991b, p. 37). „… muitos psiquismo são mais ou menos individuais, e não se enquadraam em nenhum dos esquemas existentes“ (Ib. ib.) – „… pode ocorrer o caso de que os mesmos sonhos tenham para uma pessoa certo significado, e para outra um signficado oposto“ (1991a, p. 107).

3. Empatia. Fala Jung na necessidade de o profissional „sintonizar-se emotivamente com os outros“ (1991a, p. 112) „Ao analisar um sonho (…), sempre procuro colocar-me na sua perspectiva“ [do paciente]. (Jung, 1950, p. 343).

EPOCHÊ: Ao tratar da ‚interpretação‘ dos sonhos afirma: „Como acontece geralmente no campo científico, também aqui devemos proceder, tanto quanto possível, livres de preconceitos. Devemos como que deixar o material falar por si mesmo“ (1991a, p. 64). – „Erraríamos quanto ao sentido de uma psique individual se quiséssemos interpretá-la na base de opiniões preconcebidas, ainda que estejamos muito inclinados a fazê-lo“ (Id., p. 98, Cf. ainda p. 161, 168). ). – „Nem mesmo o conhecedor mais experiente da psicologia humana é capaz de conhecer a psique de cada indivíduo. Por isso mesmo deve ele contar com a boa vontade do paciente, i. é, confiar no relacionamento ou bom contato…“ (Id., p. 102). – Jung afirma „requerer-se (do terapeuta) primeiramente certa habilidade específica e a capacidade de sintonizar-se emotivamente com os outros (…). Como em qualquer outra atividade de psicologia prática, também aqui não basta o intelecto, mas o sentimentio é igualmente de grande importância“ (Id., p. 112).

– „O melhor que se pode fazer num caso concreto é não pressupor absolutamente nada, nem sequer que os sonhos devam ser necessariamente compensatórios“ (Id., p. 198. Jung pensa terem os sonhos caráter compensatório. Cf. p. 106). – „Tento ater-me muito

mais à experiência imediata, deixando de lado as convicções metafísicas a favor ou contra“ (1991b, p. 118).

– „Caso alguém pretenda iniciar a análise partindo de determinada crença em uma teoria que prometa compreender por completo a essência da neurose, isto significa que apenas se facilita aparentemente a difícil tarefa, correndo-se o risco de não atingir a verdadeira psicologia do paciente e de não considerar sua individualidade. Eu mesmo pude observar não poucos casos em que o êxito da cura foi anulado por pressupostos teóricos.“ (1991a, p. 102).

4. Congruência/incongruência. „… o cumprimento de costumes e leis pode servir para encobrir mensagem de tal modo sutil que, por isso mesmo, escaparà percepção de outras pessoas […] Mas, um tanto abaixo do nível mediano e comum da consciência, faz-se ouvir debilmente uma voz a dizer-nos: alguma coisa deve estar errada‘ (1991a, p. 43). – CONGRUENCIA: „A única coisa que pode preservar a criança dos danos desnaturais é a atitude sincera dos pais diante dos problemas da vida“ (1991a, p. 84). – „… aquilo que atua não é o que o educador ensina mediante palavras, mas aquilo que ele verdadeiramente é. […] – – PESSOA DO TERAPEUTA… PSICOTERAPIA. „… tivemos de reconhecer que, em última instância, não é a ciência nem a técnica que tem efeito curativo, mas somente a personalidade…“ (1991a, p. 145, fim).

– „Nossa filosofia não se ocupa da questão se o outro homem existe em nós, que nós só conseguimos denominar de maneira pejorativa com a palavra SOMBRA, está ou não de acordo com nossos planos e intenções conscientes“ (1991c, p. 38). – „Comprovou-se a existência de uma realidade psíquica inconsciente que influencia a consciência e seus conteúdos“ (Id. ib.).

1. Valorização do cliente. „… a função do médico será muito mais desenvolver os germes criativos existentes dentro do paciente do que propriamente tratá-lo“ (1991b, p. 39). – „Para ele (Jung), a meta da consciência humana residia na concretização mais completa possível do que é potencial no indivíduo (…), de realização de si mesmo, e não como um convite à epeculação metafísica de um tipo pré-kantiano“ (Clarke, p. 142).

2. Atendimento de pessoas „sadias“ – „… a psicologia, que nasceu na medicina,… passa a tratar de homens sãos“ (1991b, p. 72

7. Jung não aceita o modelo causal/mecanicista. Jung „rejeitou de forma cabal o modelo causal/mecanicista da psique, preferindo outro que via a mente não como uma rede causal, mas como um domínio de significados e propósitos. Essa idéia estava muito clara em seus escritos antes de conhecer Freud…“ (Clarke, 7 p. 28). –

3. Auto-realização. „O objetivo final e desejo mais forte de toda a humanidade é desenvolver aquela plenitude de vida que denominamos personalidade“ (Jung, C.G. apud Clarke, p. 96). – „Para ele (Jung), a meta da consciência humana residia na concretização mais completa possível do que é potencial no indivíduo (…), de realização de si mesmo, e não como um convite à epeculação metafísica de um tipo pré-kantiano“ (Clarke, p. 142).

– Pessoa em processo.– „Para ele (Jung), a meta da consciência humana residia na concretização mais completa possível do que é potencial no indivíduo (…), de realização de si mesmo, e não como um convite à epeculação metafísica de um tipo pré-kantiano“ (Clarke, p. 142). – „… a vida da alma em eterna mudança representa verdade mais grandiosa, ainda que incômoda, do que a rigidez segura de um único ponto de vista. Realmente, isto não torna mais simples a psicologia. Estamos, no entanto, livres do pesadelo de ‚nada mais que‘, que atua com linha diretriz (Leitmotiv) em qualquer teoria parcial“ (Jung, 1991a, p. 88). – „… não considerar a alma como sistema rígido e imutável, mas como algo que vai acontecendo, algo de móvel e fluente, que se altera constantemente, como as imagens de um calidoscópio“ (1991a, p.. 87).

4. Compreensão… „Nosso intento é compreender a vida da melhor maneira possivel, tal como ela se manifesta na alma humana. A lição que tiramos desse conhecimento – e esta é minha sincera esperança – não deverá petrificar-se sob a forma de uma teoria intelectual, mas deverá tornar-se instrumento de trabalho“ (1991a, p. 97). -„Erramos quanto ao sentido de uma psique individual se quiséssemos interpretá-la na base de opiniões preconcebidas, ainda que estejamos muito inclinados a fazê-lo (…) Mas somente posso falar de compreensão, se o paciente ou o educando puder estar de acordo com nossa interpretação. Compreensão que não procure considerar devidamente o caso é coisa muito incerta para ambos. Talvez surta algum resultado quando se tratar de criança, mas certamente falha em se tratando de adulto de alguma maturidade psíquica.“ (Id., p. 98). – „Para que a aplicação deste método possa ter alguma esperança de êxito, temos que libertar-nos ao máximo dos nossos pressupostos, não só dos subjetivos, como também dos baseados em nossa visão de mundo.

Não se pode tratar um maometano com pressupostos cristãos…“ (1991b, p. 111).

10. Consciente/inconsciente. „O inconsciente não é um monstro demoníaco…; é organismo natural (…) que é realmente perigoso quando nossa atitude consciente a seu respeito é desesperadamente falso. Qunato mais reprimimos, tanto mais se acentuam os perigos do inconsciente“ (1950, p. 301). – „… a ênfase deveria ser posta na atitude (consciente) do paciente“ (1991b, p. 29), „já que a neurose ou qualquer conflito psíquico depende muito mais da atitude pessoal do paciente do que da história da sua infância“ (1991b, p. 29). – „…tal como Schopenhauer, concebia (Jung) a relação entre consciente e inconsciente não como de oposiçáo aguerrida, mas como, de alguma maneira, embutida na orden natural das coisas, como fases inseparáveis em um processo de desenvolvimento orgânico…“ (Clarke, p. 135). – „… o inconsciente (…) nada mais é do que uma proprieade de certos fenômenos psíquicos (…). Torna-se inconsciente tudo aquilo que alguém esqueceu ou de que afastou a atenção até cair no esquecimento“ (Jung, 1991a, p. 113). „A repressão consiste na perda artificial da memória, como uma amnésia que alguém sugere a si próprio“ (Id., p. 114).

– „Não acho justificação para admitir-se que o inconsciente seja inteiramente formado, ou em sua maior parte, de material reprimido“ (Ib.). – „Conteúdos conscientes acabam mergulhando no inconsciente quado perdem sua intensidade ou atualidade. A esse processo denominamos esquecer“ (1991a, p. 55). – „O inconsciente não é um monstro demoníaco: é organismo natural (…) que somente realmente é perigoso quando nossa atitude consciente a seu respeito é desesperadoramente falsa. Quanto mais reprimimos, tanto mais se acentuam os perigos do inconsciente“ (Jung, 1950, p. 301).

11. Desvalorização do diagnóstico. „… muito pouco significam os diagnósticos e as classificações diante das peculiaridades específicas de cada caso particular“ (1991a, p. 126).

12. Valorização da pessoa. Facilitador: „… a função do médico será muito mais desenvolver os germes criativos existentes dentro do paciente do que propriamente tratá-lo“ (1991b, p. 39).

13. Terapia. „… precisamos passar para a consciência os fatos inconsicnetes, a fim de podermos submetê-los a uma correção“ (1991a, p. 159).

Objetivo geral da pessoa e da terapia: „Mas o que é o si-mesmo do indivíduo? É, conforme vimos, a soma total dos conteúdos conscientes e inconscientes‘ (Jung) e, daí, individuação significa nada menos do que exigir conscientemente realizar ou concretizar o pleno potencial de cada um. Significa, nas plavras de Jung: o desenvolvimento de todo o ser humano individual, para o qual uma vida inteira, em todos os seus aspectos espiritual, social e biológico, é necessária (Clarke, p. 201). Seguindo a terminologia de Aritóteles, descreveu o si-mesmo como uma ‚enteléquia‘, isto é, um processo natural que contém a tendência inerente para atingir sua meta de integralidade psíquica“ (Id., p. 205). Individuação, para Jung, é „um processo natural com que uma árvore se transforme em árvore“ (Clarke, p. 207).

14. Relação terapêutica. „O relacionamento constitui o único meio de corrigir a atitude errônea do paciente, de modo que ele não tenha qualquer sensação de que alguém lhe esteja impondo certo modo de pensar contra sua vontade, ou até mesmo usando de astúcia em relação a ele“ (1991a, p. 103. Jung traz um exemplo).- „… da relação de confiança depende, em última análise, o êxito terapêutico“ (1991b, p. 111).

15. Personalidade do terapeuta. Congruência: „A única coisa que pode preservar a criança dos danos desnaturais é a atitude sincera dos pais diante dos problemas da vida“ (P. 84). – „… aquilo que atua não é o que o educador ensina mediante palavras, mas aquilo que ele verdadeiramente é.“ (1991a, p. 145).

16. Aqui/agora. „… a ênfase deveria ser posta na atitude (consciente) do paciente“ (1991b, p. 29), „já que a neurose ou qualquer conflito psíquico depende muito mais da atitude pessoal do paciente do que da história da sua infância“ (1991b, p. 29). – A consideração energética é essencialmente finalista (…) O desenrolar do processo energético possui uma direção (um objetivo) definida…“ (1994, p. 03 -), ao passo que a consideração finalista emprega o seu conceito puro de energia no âmbito da observação concreta… (1994, p. 30). – „… não é apenas o passado que nos condiciona, mas também o futuro, que muito tempo antes já se encontra em nós…“ (1991a, p. 115).

17. Enfatizar o positivo. „Uma atitude mais idealista possibilita a interpretação das coisas de outra maneira. Assim se pode chegar a uma psicologia que também leva em conta o lado positivo. E esta é tão verdadeira quanto a que vê apenas o lado sombrio. Por que não interpretar, sempre que possível, os fatos num sentido correto e positivo? Para muitas pessoas é muito melhor. Em todo o caso, é mais animador do que reduzir tudo unicamente às tendências infantis. Mas aqui também não podemos ser unilaterais…“ (1991b, p. 31). – „O ponto de vista construtivo procura atuar de maneira sintética, construir e dirigir o olhar parao futuro. É menos pessimista do que o ponto de vista redutivo, o qual vive sempre a farejar algo de imprestável, e tende a decompor em partes mais simples tudo o que é complicado. Pode acontecer que, em certos casos, seja necessário destruir, pela terapia, alguma formação doentia; no entanto, com a mesma feqüência ou até mais freqüentemente, pode ser oportuno e indicado fortalecer e proteger o que é sadio e digno de ser conservado para, deste modo, desfazer o campo em que medra o que é doentio.“ (1991a, p. 111).

Bondade do homem. „Não concordo absolutamente com a opinião de que o homem é sempre fundamentalmente bom e de que o que nele existe de mau é apenas o bem não compreendido“ (P. 157).

18. Freqüência das entrevistas. „Os métodos de influência (…) exigem que se veja o paciente com a maior freqüência possível. Quanto a mim, contento-me, no máximo, com três ou quatro sessões semanais. Ao iniciar-se o tratamento sintético, convém espaçar mais as consultas. Reduzo-as, em geral, a uma ou duas por semana, pois o paciente tem que aprender a caminhar sozinho“ (1991b, p. 17). –„Enquanto o psicanalista considera imprescindinível ver o cliente uma hora todos os dias da semana, durante vários meses seguido, a mim me bastam três ou quatro sessões semanais no casos masi difíceis. E geral, contento-me com duas horas e, quanto o paciente está razoavelmente iniciado, reduzo o tempo a uma hora. Mas nmo intervalo entre uma sessão e outra, ele tem que realizar um trabalho consigo mesmo, sob a minha supervisão“ (1991b, p. 24-25).

19. Amor. „O poder negligenciado do amor, ainda que oculto pela máscara da respeitabilidade e da lealdade, acaba envenenando os filhos mais novos“(1991a, p. 130). – „Além dos dotes do espírito, existem também os do coração, os quais não são menos importantes, mas com facilidade são preteridos, pois em tais casos a mente costuma ser maiss fraca do que o coração. Apesar disso, essas pessoas são até mais sutis e importantes para o bem da sociedade do que as que possuem outros talentos“ (1991a, p. 146). – „A matéria do ensino se assemelha ao mneral indispensável, mas é o calor que constitui o elememento vital que faz crescer a planta e também a alma da criança“ (1991a, p. 149).

20. Papel da teoria. „Pelo fato de as neuroses serem extraordinariamente individuais é que a formulação teórica a respeito delas se a presente como

tarefa quase impossível; tais formulações apenas podem considerar traços coletivos, i. é, traços comuns a muito indivíduos. Mas isto representa justamente o que é menos importante na doença, senão algo desprovido de todo valor“ (P. 118). – „Eu mesmo desisti há muito tempo de construir uma teoria coerente da neurose“ (1991a, p. 119). – „Teorias precipitadas não são inócuas“ (P. 119). – „Estou mesmo convencido de que talvez nem mesmo seja possível inventar uma teoria satisfatória para os sonhos, porque eles apresentam irracionalidade e individualidade em grau excessivo“ ( 1991a, p. 169).

21. Ao falar no complexo de Édipo, escreve Jung: „… nada autoriza o médico a estender para o campo da psicologia normal os conceitos patológicos“ (1991a, p. 81 – Escrito em 1945).

Obs. É praticamente certo que Rogers desconhecia a obra de Jung.

BIBLIOGRAFIA

Jung, C. G. O Desenvolvimento da Personalidade. Petrópolis: Vozes, 1991ª

„ „ A Prática da Psicoterapia. Petrópolis: Vozes, 1991b.

„ „ Presente e Futuro. Petrópolis: Vozes, 1991c.

„ „ A Energia Psíquica. Petrópolis: Vozes, 1994.

„ „ L‘Homme à la Découverte de son Âme. Genève: Mont-Blanc,

1953 (4ª ed.)

Clarke, J.J. Em Busca de Jung. Rio de Janeiro: Ediouro: 1993.

Apresentado no VI Fórum Brasileiro da Abordagem Centrada na Pessoa – Canela RS – 9 a 15/10/2005