TERAPIA DE FAMÍLIA E CASAL NA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA

CRISTINA MARIA DE ALMEIDA LIMA

XI Encontro Latino da Abordagem Centrada na Pessoa

TRABALHO ORIGINAL DE CONCLUSÃO DE CURSO DE FORMAÇÃO EM TERAPIA DE FAMÍLIA NO CENTRO DE PSICOLOGIA DA PESSOA

MARÇO 2002

INTRODUÇÃO

FAMÍLIA

Atualmente a família vem se transformando, já não existe um único modelo de família.
A família é um sistema sócio-cultural em transformação. O modelo de família hoje se caracteriza pela sua diversidade.

Em decorrência das mudanças sócio-econômicas, cada vez mais as mulheres trabalham fora para ajudar no orçamento doméstico, com isto o homem não é o único provedor e neste modelo de família, em geral, os papéis e funções são melhor divididos. Mas, ainda, encontramos, o modelo de família patriarcal, onde o homem é o provedor e a sua opinião prevalece. Encontramos, também, família onde o avô e/ou avó ajudam financeiramente a seus filhos e com isto se sentem no direito de interferir na educação dos netos. Há a família monoparental onde a mulher teve seu filho independente do convívio com o pai da criança e onde esta mãe é o chefe da família, responsável por toda a educação da criança. Temos a família do recasamento, quando um casal se separa e cada um casa novamente com pessoas que podem, também, estar vindo de outros casamentos com filhos ou não. Hoje, já encontramos casais homossexuais que vivem maritalmente e muitas vezes adotam uma criança.

Ao longo dos anos, as mudanças nos valores e costumes da família vêm ocorrendo e com isto modelos antigos de família convivem com novos tipos de família que vêm surgindo.

Os valores e costumes tradicionais estão sendo questionados e revistos na nossa sociedade. Nas novas formas de relacionamento familiar que estão surgindo a única coisa que podemos assegurar é que o processo de mudança e transformação é inerente ao grupo familiar.

TERAPIA DE FAMÍLIA E DE CASAL
O crescente interesse dos terapeutas em aprofundar os estudos relativos a terapia com casal e família, seja da corrente sistêmica, centrada na pessoa, psicodinâmica, entre outras, é muito importante já que vivemos num mundo em que o núcleo familiar tem dados sinais de instabilidade. Os fatores sociais, culturais e econômicos têm contribuído para as mudanças nos relacionamentos familiares. O aumento do período de vida dos homens e mulheres, a liberação sexual, a necessidade da mulher trabalhar e sua realização profissional, os divórcios e os recasamentos são alguns dos fatores que levaram a alteração da dinâmica familiar. A comunicação do casal/família encontra dificuldades antes inimagináveis. Ao nos aperfeiçoarmos como terapeuta de família e casal estamos contribuindo para um mundo melhor e assim vivendo com mais qualidade de vida.

OBJETIVO DA TERAPIA DE FAMÍLIA E CASAL

A terapia de casal não junta nem separa e sim leva os parceiros a entenderem o que está se passando no casamento. O objetivo do terapeuta de casal não é “salvar” o casamento, mas sim juntamente com eles avaliar se seus desejos e projetos são compatíveis, verificar as novas possibilidades de interação, enfim compreendê-los. No decorrer da terapia muitas vezes o casal chega a conclusão que o melhor é a separação e o processo terapêutico, em geral, facilita para que seja menos conturbada. O objetivo do terapeuta é centrado na capacidade da família ou casal de se autogerir, encontrando entre eles a resolução dos seus conflitos.

ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA NO ATENDIMENTO DE FAMÍLIA E CASAL

O terapeuta de casal e família na Abordagem Centrada na Pessoa procura aplicar as “condições necessárias e suficientes” de Rogers, pois acredita que os níveis suficientes de empatia, congruência e consideração positiva incondicional tanto beneficia os membros individuais da família como o grupo familiar. O terapeuta está junto com a família/casal facilitando a sua comunicação, ajudando a entender os papéis de cada um, potencializando seus recursos internos para que possa haver uma integração melhor. No processo terapêutico, a função do psicólogo é facilitar a comunicação de cada membro em relação ao grupo familiar e deste para cada um de seus membros, não negando as diferenças entre eles, mas se baseando na aceitação de como cada um funciona. O terapeuta tem um papel de liderança mas não possessiva, comunica sua compreensão das experiências do casal/família respeitando o modo como cada um faz a sua escuta.

A terapia é focada na relação, em todas as suas formas de comunicação seja verbal, postural criando um espaço onde o casal/família se sinta à vontade para expressar seus sentimentos, levando os clientes a saber que eles não estão ali para serem julgados e sim para escolher a direção que desejam tomar mediante o entendimento de como estão vivendo seus conflitos. A terapia nos moldes da Abordagem Centrada na Pessoa é uma co-construção do casal/família com o terapeuta sendo que o centro de decisão permanece no grupo familiar.

APRESENTAÇÃO DE UM ATENDIMENTO DE CASAL DENTRO DA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA

Como ilustração, há uma transcrição abaixo de um “Caso Clínico.”

CASO CLÍNICO

Casal: M e C

Perfil: M – ele tem 37 anos, nascido em Portugal veio para Brasil com poucos meses de idade. Tem 3o grau, é arquiteto. C – ela tem 36 anos, brasileira. Tem 3o grau, é bióloga e está fazendo mestrado em Educação.Casados há 7 anos, se conhecem há l5 anos.Eles têm uma filha de 4 anos.

No. de sessões – 10 sessões, iniciaram terapia em 14 de janeiro de 2002.

Queixa – Desde o início de 2002, estão vivendo em casas separadas, estavam brigando muito e não conseguiam mais se entender. Procuraram terapia porque estão confusos.

Principais pontos observados na história do casal – A relação sexual sempre foi o ponto forte do casamento mas ultimamente a relação passou a não ser satisfatória, ficaram um tempo sem relação e quando voltaram a transar o ritmo não combinava.

– Na percepção dela ele é passivo e ela é dominadora , o que atualmente incomoda muito a ela.

– Ela se considera forte e batalhadora e o considera fraco e acomodado. Isto passou a ficar claro depois que ele teve um insucesso profissional e agora ela não quer mais ser a forte, ela quer ser cuidada.

– Dependência dele em relação a família de origem (portuguesa), atrapalha a relação.

Resumo da história do Casal durante o processo terapêutico

Resolveram se separar pois não conseguiam mais conversar. Ela disse que inclusive não conseguia nem olhar para ele e ele por sua vez tinha receio de falar com ela pois qualquer coisa que falasse era motivo para ela perder a paciência. Quando eles começaram a não se entender, ele sugeriu fazer terapia de casal, mas ela achava que não, que cada um devia fazer a sua. Uma semana depois que eles se separaram, ela resolveu aceitar fazer terapia de casal para esclarecer a confusão que estavam vivendo, inclusive ela passou a ver a filha dando o mesmo tratamento ao pai ou seja tratava M com a impaciência que ela como esposa o tratava e isto a preocupou muito.

C acha M muito dependente da família de origem e no casamento passou também a ser dependente dela. Agora como ele está vivendo na casa dos pais, ela tem medo que ele fique mais dependente dos pais. Ele justifica dizendo que a família portuguesa é muito unida e por isto a relação é diferente.

C acha M um excelente arquiteto, mas não se valoriza e por isto não ganha bem, ela que tem que batalhar e hoje ela ganha mais do que ele.

A meu ver, um fato marcante na terapia foi a descoberta por parte de C como a relação deles era idêntica a dos seus pais. Ela seria o pai dela e ele a sua mãe. Chorou ao perceber isto e disse que estava muito triste por ele ser tão passivo igual a sua mãe. Sentimento que a fazia muito sofrer quando via o seu pai dominando a sua mãe, mas agora estava extremamente difícil se ver igual ao seu pai na sua relação de casamento. Esta descoberta foi tão difícil de aceitar que no dia seguinte quando esteve com sua mãe, ela a tratou com muita impaciência e se sentiu muito mal com sua atitude.

Numa das sessões ela chegou revoltada, dizendo que não sabia o que ela estava fazendo ali, pois ela que procurava M para saber dele, ele não procurava a filha e que ele estava vivendo uma vida de solteiro. Da parte dele diz que está tudo muito difícil, ele perdeu o espaço dele, não sabe direito como lidar com a filha, o que conversar com ela ao telefone,etc. Prefere que C procure por ele, pois não a compreende e está afastado porque está muito magoado, pois tem dias que ela está ótima com ele, o beija e em outros dias o trata muito mal. Então ele se sente como um palhaço. Ela diz que quer conversar e ele diz que não tem condições porque já não está sabendo como agir com ela. Ela chora muito, diz que está vivendo um vazio, cobra atenção dele e diz que antes ele a endeusava e agora ela propõe amizade e ele se nega. Ele diz que não a quer como amiga não consegue vê-la desta maneira, gosta dela como mulher. Percebo aqui que M e C manifestam a dificuldade que cada um está tendo em como lidar com a perda do convívio que eles tinham juntos.

Eles já tentaram sair algumas vezes, mas não conseguem se entender. Eles se acusam, ela reclama que o problema é dele por não se entenderem e ele por sua vez diz que não, pois cada hora ela está com um pensamento. Um dia ele tentou se aproximar, na casa de familiares dela, e ela se sentiu agredida. A aproximação dele foi dar um “tapinha” no bumbum, segundo M, o que ela sempre gostou. Brigaram na sessão, ao contar este episódio, ela chorou e disse que após um fim-de-semana bom que eles passaram, ele devolveu a aliança com uma carta. E ele completa que se não pode nem mais brincar com ela o que justificaria ficar com a aliança. E ela responde dizendo que se nem amigo ele não consegue ser, como ele então tenta se aproximar dela desta maneira. Ela me pede para ler a carta na qual ele devolve a aliança, o que proponho a M lê-la na sessão. Em seguida , ele pede, também, para ler uma carta dela escrita em dezembro para ele, onde C propõe se entenderem. Imediatamente, ela diz que hoje já não pensa assim, quer que M seja seu amigo. Discutem e não se entendem.

C reclama muito que só conseguem conversar quando estão na sala de espera para terapia ou na sessão. Ela diz que a família dele mal fala com ela depois da separação. C manifesta o desejo de procurarem se entender para benefício deles e da filha. Ao que ele diz que também é o desejo dele.

Nas últimas sessões, tenho observado que eles estão mais próximos, já conseguem conversar fora do ambiente terapêutico, foram ao cinema, saíram para lanchar e têm conseguido se entender um pouco mais. Conseguem verbalizar mais as suas dificuldades e aceitam mais as suas diferenças. A aproximação deles tem ficado muito evidente pelas expressões faciais, os diálogos estão mais afáveis, a agressividade diminuiu, e passou a existir uma sedução entre eles, principalmente da parte dela, C o toca, olha para ele carinhosamente no que é sempre correspondida. Tanto nos momentos de crise como nos momentos mais afáveis ela parece mais transparente, isto é, suas emoções são percebidas mais claramente. A aproximação sexual deles, também partiu de C. Ela telefonou e convidou M para ir na casa dela. Então quando ele chegou, ela disse que queria beijar e transar. E ele disse que por conhecê-la quando ela ligou, M já sabia que era isto que C desejava pela voz dela ao telefone. Narraram o encontro sexual com satisfação e disseram que tinham vivido uma experiência muito agradável pois ambos estavam querendo transar. A dificuldade que M estava tendo com a filha, já não acontece, ele a procura, ela toma a iniciativa de telefonar para o pai. M e C combinaram os fins de semana que cada um passa com a filha. C disse que isto a tem feito muito feliz tanto o fato de M e a filha estarem mais próximos como ela está se sentindo menos sobrecarregada com a responsabilidade que ela antes estava tendo de cuidar sozinha da filha. Que mudanças foram estas? Acredito que o poder da mudança deles está muito na narrativa de suas experiências vividas e reflexões, como se estivessem reescrevendo suas histórias.

Procurei resumir a história de M e C para facilitar o entendimento do item seguinte que é a respeito do meu trabalho e minhas reflexões como terapeuta.

Meu trabalho e minhas reflexões como terapeuta

Logo no início do processo terapêutico questionei o que cada um esperava da terapia de casal. Da parte dela, ela deseja se entender com ele, seja para ficar junto ou separado. Ela o acha uma ótima pessoa e não quer que fique um mal estar entre eles caso eles venham a separar de fato. Da parte dele, ele gostaria que eles voltassem a se dar bem porque gosta muito dela, mas do jeito que estava era impossível. Percebi que o desejo dele era maior do que o dela de ficarem juntos, ou melhor como se ela pensasse mais na possibilidade de virem a se separar de fato. Falei para eles a respeito desta minha percepção e foi confirmada, a insatisfação dela era bem maior do que a dele.

Considero que o modelo de relação conjugal de C e M é de comunicação complementar ou seja eles se comunicam pela dominação/submissão ou ajuda/dependência. Neste casal há dominação e ajuda por parte dela e submissão e dependência por parte dele como foi muito bem colocado por ela e foi constatado por mim como observadora da relação entre eles. Vejo C como detonadora das emoções nas sessões de terapia, é ela que se coloca primeiro e sempre com grande carga emotiva. Em geral M só se coloca quando faço minhas intervenções, outras vezes a própria C que solicita que ele se manifeste . Mas ultimamente ele por si próprio já começou a se colocar, embora ainda com dificuldades, como deixou claro que agora que está conseguindo se perceber mais.

Na minha avaliação vejo o padrão familiar sendo repetido na relação deste casal como a própria C descobriu ao comparar o casamento deles com o dos pais dela. E mais uma vez ela constatou também como ele é igual ao pai dele que é dominado pela mãe e esta situação se repete no casamento deles. Imediatamente M negou, disse que a palavra final sempre era do pai dele, gerando uma discussão entre eles. Quando fiz minha intervenção procurei trabalhar com eles o funcionamento desta relação, e após algumas narrativas por parte deles chegou-se a conclusão que eles estavam repetindo o padrão que existia em suas respectivas famílias de origem. O que leva um casal a repetir o padrão familiar de origem? A meu ver é o que eles aprenderam como organização familiar. Embora tenha sido sofrida esta descoberta por ambas as partes, procurei trabalhar o que eles achavam que poderiam fazer para que a comunicação nesta relação pudesse melhorar mesmo após esta difícil constatação. Nesta parte da terapia ficou claro para mim como o padrão familiar do casal era circular e repetitivo.

Percebo um jogo familiar entre eles , como se cada um quisesse trabalhar a sua perda, ao narrar suas insatisfações, ela querendo controlá-lo, sentindo perdendo o “endeusamento” que M dava a ela, reclamando que ele não telefonava para saber dela, para falar sobre as coisas dele, o que tem feito, etc. Ele se fazendo de vítima, dizendo que não vai visitá-la pelas lembranças que ele tem da casa, e diz que atualmente vivendo com os pais ele não se sente bem , não está na casa dele e também tem medo de ser rejeitado por ela.

Considero que a má comunicação que havia entre eles podia ser também pelos antecedentes culturais ou seja a família portuguesa e a brasileira tem culturas semelhantes mas algumas diferenças. A família dele, por ser conservadora, queria que ele mantivesse o casamento, com receio do que os outros familiares iriam pensar, acredito que isto tenha contribuído para que a compreensão entre eles se tornasse mais difícil .

Um dos pontos importantes foi verificar como era para cada um estar na relação com uma comunicação onde um era dominador e outro dominado. C foi logo colocando que não suportava mais este tipo de papel de dominadora e forte. Ele por sua vez disse que estava descobrindo muitas coisas dele agora, o que antes não conseguia ver na terapia individual pois ele botava todo foco no problema da relação de casamento e parece que ele não conseguia se ver. Ela disse que antes achava que fazendo a terapia individual e procurando resolver os problemas dela estava tudo bem, depois achou que estava sendo egoísta e precisava se dar uma chance de fazer terapia de casal para trabalhar a questão do respeito na relação e se dar bem como amiga de M caso eles permanecessem separados.

No meu entender as diferenças de como mulheres e homens vêem o casamento, contribuíram para o desentendimento entre M e C. Em geral, o gênero feminino lida com o estresse no casamento falando, sentem necessidade de falar sobre o que incomoda o que no início C tentou fazer, já alguns homens tentam se afastar silenciosamente sobre o que os está incomodando que era o que M fazia. O fato dela batalhar no trabalho e ganhar mais do que ele também a incomoda, como se o homem tivesse que ganhar mais. Hoje observo que a terapia de casal contribuiu para diminuir estas diferenças.

Procurei salientar a importância da comunicação entre eles, o quanto era importante falar o óbvio, pois muitas vezes o que cada um pensava que estava óbvio não estava. O quanto eles estavam se comunicando de uma maneira implícita e não explícita. Acredito que o processo de comunicação foi facilitado na terapia, eles puderam perceber o que têm em comum a compartilhar gerando um bem estar mas também por outro lado as descobertas das diferenças na maior parte das vezes levou a um clima de tensão. O clima tenso passou a ser mais aceito quando cada um passou a perceber melhor o seu próprio sistema de significado.

Observo que C e M ao narrarem a sua história de vida, passaram a compreender o padrão familiar que eles repetiam em seu casamento, a meu ver eles não só organizam sua compreensão do casamento no passado, mas também sua situação atual e como pode ser seu futuro possível. Eles sabem que precisam reconstruir seu casamento se quiserem ficar juntos. Neste casamento havia uma homeostase familiar ou seja as regras que até então existiam na família, padrões de comportamento, hoje não mais satisfazem a este casal. Eles estão em busca de uma nova organização, uma reconstrução de sentido.

Conclusão

Como terapeuta que atua dentro da Abordagem Centrada na Pessoa, busquei sempre manter minha postura num contexto de acolhimento genuíno, revendo sempre minhas atitudes de congruência, aceitação e sempre aberta para mudanças. A minha técnica é estar disponível para compartilhar dos diálogos, e sei que quando M e C fazem a sua “reconstrução” ao mesmo tempo estou fazendo a minha “reconstrução”, crescemos como pessoas cada um dentro de seu jeito de ser.

Referências Bibliográficas

ROGERS, C. (1978). Sobre o poder pessoal. São Paulo. Martins Fontes.

ROGERS, C. (1987). Tornar-se pessoa. São Paulo. Martins Fontes.

GRANDESSO, M. (2000). Sobre a reconstrução do significado: Uma análise

epistemológica e hermenêutica da prática clínica. São Paulo. Casa do Psicólogo.

CATER, B. e McGOLDRICK, M. et al (1995). As mudanças no ciclo de vida familiar:

Uma estrutura para a terapia familiar. Porto Alegre. Artes Médicas.

JACKSON, D..D. (1968). The mirage of marriage. New York. W. W. Norton

Apresentado no XI ENCONTRO LATINO-AMERICANO DA ACP – Socorro – Brasil – Out/2002